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A
iluminação da platéia pretende atingir um grau de cumplicidade com o
espectador, visando o nível de ansiedade positiva que significa estar na
expectativa da obra de arte e a fruição do tema exposto. Isso significa
a possibilidade de uso da sala para todos os eventos que possam se
utilizar da pauta do Grande Teatro. Da conferência, do debate, passando
pelos concertos e pelas artes cênicas. Nos primeiros teremos uma
quantidade de luz suficiente para leituras e anotações. Já os espetáculos
poderão criar o clima adequado à estética da encenação, ensejando ao
Diretor a possibilidade da composição emocional na sequência dos três
sinais.
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A
iluminação cênica fala por si mesma. A intenção é dotar o conjunto
da maior possibilidade de uso, considerando um rigor técnico nas angulações
e uma disponibilidade de equipamentos, recursos técnicos e recursos
operacionais. A excelência do material instalado fica ao dispor do
processo criativo que será, então, o agente estimulador da resposta
emocional do espectador.
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A
proposta de instalação dos pontos de iluminação da platéia se ateve
à definição do projeto arquitetônico, respeitando as formas, volumes,
materiais e espaços determinantes dos campos afins da acústica, conforto
ambiental e segurança.
A
montagem do projeto direcionou-se observando a qualidade de luz e a
facilidade de manutenção, itens que devem se completar.
As
luzes de serviço nas varandas atendem à segurança e ao conforto nos
dois sistemas específicos: o primeiro relativo à circulação, acesso às
pontes durante os serviços de montagem da luz cênica; o segundo é
relativo à mesma circulação e acesso às pontes durante o espetáculo.
A
platéia propriamente dita possui dois sistemas distintos: a iluminação
espacial do ambiente e a iluminação dos volumes laterais em resina. Estes sistemas são divididos em vários circuitos
dimerizados e independentes para uso estético quando da entrada do público.
Recomenda-se
que os dimmers da iluminação da platéia fiquem instalados nos espaços
contíguos à cabine de operação, o que se justifica pela proximidade
dos pontos, economia de cabos e fios e facilidade de montagem e manutenção.
O projeto recomenda, nos casos específicos, a operação dimerizada na
cabine em função do espetáculo e a operação “à seco” nos
controles do palco.
A
iluminação de um teatro requer o conhecimento de algumas peculiaridades:
O
tipo de lâmpada a ser utilizada deve aceitar a dimerização, ou seja,
através da mesa de comando ou de interruptores especiais, reduzir
suavemente a luz ambiente. Não é recomendável a utilização de lâmpadas
frias, apesar de algumas serem passíveis de dimerização, a temperatura
de cor das lâmpadas
incandescentes é mais adequada aos espetáculos teatrais.
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